sábado, 5 de junho de 2010

"Hoje DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE" Temos o que realmente comemorar?

Cerrado de Minas perdeu área igual a 27 BH’s No Dia Mundial do Meio Ambiente



Levantamento mostra que Minas Gerais perdeu, em seis anos, área equivalente a 27 BHs de seu principal bioma, berço de importantes nascentes




Minas Gerais tem pouco a comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente. Depois de se destacar perante todo o país numa posição vergonhosa, ao ser anunciado como o estado com a maior devastação de mata atlântica no período de 2008 a maio deste ano, segundo dados da Fundação S.O.S. Mata Atlântica, enfrenta outra dura realidade. O desmatamento do cerrado avança e, por isso, é preciso encarar os desafios para evitar a extinção do ecossistema mais significativo das terras mineiras. Num período de seis anos, entre 2002 e 2008, foram perdidos 8.927 quilômetros quadrados de mata nativa – 2,7% da área original, o equivalente a 27 cidades do tamanho de Belo Horizonte. Com esse golpe, que tem reflexos até mesmo na biodiversidade do Rio São Francisco, restam agora 44,8% do bioma. Os dados são do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e foram obtidos por meio de um acompanhamento de imagens de satélites.



Os números são ainda mais desoladores em nível nacional. No prazo de seis anos, foram destruídos mais 7% do cerrado em todo o país. Até 2002, o Brasil havia perdido 42% da vegetação original, índice que pulou para 49%, em 2008. A diferença parece pouca, mas, em números absolutos, assusta: foram mais de 14 mil quilômetros quadrados devastados ao ano, num total de 85 mil quilômetros quadrados entre 2002 e 2008 – área semelhante ao território de dois estados do porte do Rio de Janeiro.



Um dos principais vilões é o agronegócio. A madeira, claro, vira carvão. O coordenador de ciências da organização The Nature Conservancy (TNC), Leandro Baumgarten, ressalta que o cerrado foi considerado, durante muito tempo, uma região improdutiva e, por isso, não sofreu muitas alterações até a década de 1980, quando foram desenvolvidas tecnologias para plantio em larga escala. “A partir de então, o cerrado foi impactado numa velocidade vertiginosa e, hoje, tem um pouco menos de 60% de sua área convertida (em área de plantação). Infelizmente, esse processo não foi acompanhado e as primeiras avaliações de cobertura vegetal foram feitas apenas depois de 2000”, afirma.



Para ele, outra questão contribui para a expansão do desflorestamento: “Os governos estaduais e federal evitam falar de conservação de cerrado para não entrar em conflito com setores produtivos e deixar em aberto a possibilidade de expandir a fronteira agrícola ainda mais sobre o bioma”. Baumgarten destaca que a questão principal é a falta de planejamento e ordenamento territorial na região. “Se isso fosse feito, haveria a possibilidade de aumentar a produção de forma sustentável e planejar de fato a conservação do bioma. Se a situação continuar como está, o cerrado ficará restrito às atuais áreas protegidas e áreas degradadas, abandonadas pela baixa aptidão agrícola”, diz.



O diretor do Departamento de Articulação de Ações da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, destaca os efeitos na valorização do bioma. “Quando falamos em desmatamento, dizemos ao mundo que cerrado é um bioma de menor importância, porque está sendo devastado a essa taxa. O desafio é mostrar que o bioma é de primeira importância. É considerado a principal savana dos grandes ecossistemas do mundo e tem diversidade diferente das savanas africanas, pois temos 14 a 15 tipos de ambientes, entre eles os florestais (como o cerradão e maciços florestais), campos rupestres e matas de galeria”, relata.



HIDROGRAFIA



A destruição causa perdas não somente de espécies animais e vegetais, mas também de recursos hídricos, com reflexo direto num dos principais cursos d’água do país. Na região hidrográfica do Rio São Francisco, foram destruídos 16.240 quilômetros quadrados entre 2002 e 2008, o que representa perda de 4,5% da área original. A devastação próxima ao Velho Chico só fica atrás dos danos na região hidrográfica do Rio Tocantins, que perdeu a mesma percentagem, mas uma área maior (26.934 quilômetros quadrados). “O problema ocorre, sobretudo, nas minas de água que formam o São Francisco, correm para formar o Rio Paraguai, no Sul do Brasil, e para compor a Bacia do Amazonas, com águas do Rio Araguaia-Tocantins. O cerrado é considerado o berço das águas, onde estão importantes nascentes”, ressalta Mauro Pires.



Minas Gerais figura ainda em outro triste ranking: o dos 60 municípios que respondem por um terço do desmatamento. A cidade de João Pinheiro, no Noroeste do estado, ocupa a 20ª posição no ranking (foram perdidos 484,56 quilômetros quadrados, ou 4,5% da área original) e Arinos, na mesma região, a 47ª (340 quilômetros quadrados de cerrado não existem mais, o correspondente a 6% do que havia inicialmente). A causa tem nome e sobrenome e se reflete em todo o território mineiro: expansão das fronteiras agrícolas e exploração para produzir carvão vegetal.



O diretor de monitoramento e fiscalização ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF), João Paulo Sarmento, aponta o plantio de eucalipto como solução e aposta na vigência da Lei Estadual 18.365, por meio da qual o governo fez acordo com as empresas para elas se tornarem autossuficientes. “Temos de mudar muitos conceitos, de ocupação e desenvolvimento, buscar sustentabilidade, ver produtividade, mas não aumento de área. E é preciso ficar claro que supressão de vegetação não significa riqueza nem melhoria da qualidade de vida da população.” (Com Estado de Minas)

FONTE: VIA COMERCIAL

sexta-feira, 4 de junho de 2010

E ainda querem nos fazer acreditar no contrário!

 Acabo de encontrar uma reportagem que conta a triste história de destruição da Serra do Caraça(que por sinal é aqui na região onde moro), e resolvi blogar aqui este depoimento,por dois motivos:
Primeiro,por ser um depoimento de uma pessoa conhecida e respeitada por seu trabalho;
E segundo,porque,quando somos nós simples moradores da região que reinvidicamos e divulgamos o descaso e a destruição provocada por essas mineradoras em busca de desenvolvimento,somos considerados apenas mais um contra o progresso...

Deixo então para que vocês caros leitores tirem suas próprias conclusões:


O Caraça ameaçado?(Por Sérgio Abranches,do Ecopolítica)



Recebi esse depoimento de viagem pela Serra do Caraça e a Estrada Real. Patrimônios naturais e turísticos sob ameaça permanente. A mineração em topo de montanha acaba de ser proibida no EUA.



Meu caro Sérgio



Em janeiro deste ano estive em viagem com minha família por Minas Gerais. Pretendia levá-los a conhecer a Serra do Caraça e a Estrada Real por onde havia passado há 23 anos de motocicleta. Lembrava-me de estrada de terra de difícil acesso em certos trechos. Soube que a estrada havia sido asfaltada o que me prenunciou algo negativo. Estranhamente em nosso país, melhoria de estradas está sempre associada a destruição. E esta foi mais uma comprovação desta triste realidade. O mosteiro da serra do Caraça está encravada em um local rodeado por montanhas por todos os lados, o que faz do lugar uma reserva natural importantíssima para a região com presença de onças, lobos guarás e inúmeros outros animais anteriormente comuns em nossa mata Atlântica.



Por lá fui alertado para a destruição que ocorria do outro lado daquelas montanhas devido à ação de grandes mineradoras.



Finda nossa estadia no mosteiro, seguimos pela Estrada Real em direção ao sul. Meu amigo, a destruição é muito maior do que se pode imaginar. Montanhas totalmente destruídas, montanhas de rejeitos sendo criadas e mares de lama a perder de vista.



As pontes históricas do século XVIII foram encobertas pelas pontes de concreto recém construídas, a menos de 2 metros de distância, para servirem ao tráfego de caminhões carregados de minérios. Uma cena de desolação para quem conhecia a estrada há 2 décadas que me fizeram lembrar cenas do filme Avatar. Será que não haveria forma menos predatória de extrair minérios do sub-solo sem comprometer área tão extensa a seu redor? Na realidade vemos apenas parte dos danos ambientais causados. Flora e fauna será profundamente afetados por esta ação que comprometerá muitos quilometros a jusante dos rios.



Os fins justificam os meios?


Oscar Bressane – é arquiteto paisagista e viajou por muitas regiões do Brasil, como membro da equipe de Roberto Burle Marx, em expedições de coleta de plantas e estudo de meio. As fotos são dele.



FONTE: (Envolverde/Ecopolítica)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Boas idéias geram boas notícias!

Cientistas querem usar lama para produzir energia Bactéria encontrada no lodo produz eletricidade
Custo de usinas para captar essa energia é menor que de hidrelétricas


Pesquisadores do Rio Grande do Sul encontraram uma forma de gerar energia elétrica a partir da lama.



Cerca de três mil navios circulam por ano no porto do Rio Grande (RS). Para garantir esse movimento, embarcações cavam buracos debaixo da água e sugam a areia para aumentar a profundidade do canal. O trabalho tem que ser feito todos os anos. Ao todo, são retirados 1,5 milhão de metros cúbicos de material.

Todo o lodo é jogado fora. E os cientistas da Universidade Federal do Rio Grande querem acabar com o desperdício.

Segundo os pesquisadores, a lama contém altas concentrações de uma bactéria conhecida como micróbio elétrico. Essa bactéria se alimenta de restos de peixes, algas e vegetais que estão na lama. No final da refeição, produz energia elétrica que é liberada em forma de pequenas partículas chamadas de elétrons.

Os pesquisadores montaram uma pequena usina no laboratório. Placas de grafite captam a energia liberada pelas bactérias, que segue por fios até uma bateria. A energia liberada é suficiente para carregar um celular.

Os cientistas vão propor a construção de uma usina em tamanho industrial. A energia produzida no local será suficiente para abastecer uma cidade com 500 mil habitantes.

A maior vantagem é a economia, dizem os pesquisadores. O custo de uma usina desse tipo é menor do que o das hidrelétricas. E a matéria prima viria das obras de dragagem do porto.

FONTE:  http://www.g1.globo.com/


COMENTÁRIO:

Taí,uma boa alternativa para a geração de energia.
Imagina se essa idéia dá realmente certo?Com alguns ajustes aqui,outros aprimoramentos alí,seria uma ótima oportunidade de se evitar a continuidade da trágica construção da hidrelétrica de Belo Monte.
São idéias assim que,nos fazem acreditar que as possibilidades existem,basta que façamos de uma forma lúcida,buscando não só apenas " lucros materiais",mas sim alternativas realmente sustentáveis.
Parabéns aos cientistas pela iniciativa,nós que realmente nos preocupamos com o bem estar do nosso planeta,estaremos com certeza na torcida para o sucesso desta descoberta!

Cátia Rodrigues

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Somos muitos os sonhadores,mas somos poucos os dispostos a praticar os sonhos!

Postado em 14/05/2010 - 04h05 por Agência Envolverde

Helio Mattar: “eu sou um sonhador, mas não sou o único”


Por Redação Instituto Akatu



Durante evento realizado em Nova York, diretor-presidente do Akatu propõe ideias para construção de um mundo mais sustentável.



“Eu sou um sonhador, mas não sou o único”, disse Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu em sua participação no TEDxEast, um evento global que reúne profissionais de diversas áreas, pensadores, ativistas e líderes sociais com o objetivo de divulgar, partilhar e debater iniciativas positivas, além de inspirar seus participantes a criar um impacto maior no mundo por meio de suas ideias. O encontro foi realizado no último dia 7 de maio, em Nova York.

Pautado pelo tema “Imaginando um futuro sustentável”, Mattar contou aos presentes a história de uma mulher brasileira de origem indígena chamada Akatu. Ao nascer, a menina recebeu de seus pais o nome que funde duas palavras do tupi, “A” e “Katu”. "A" significa, ao mesmo tempo, “semente” e “mundo”, dado que para os índios que vivem na floresta a semente contém a árvore, que contém a floresta, que é o mundo em que vivem; e "Katu" significa “bom” e “melhor”. Akatu, assim, significa semente boa para um mundo melhor.

Na história contada por Mattar, a escolha do nome de Akatu surgiu de um desejo de mudança. “Quando Akatu nasceu, seus pais estavam muito inquietos com a situação insustentável do mundo em que viviam, pois o modo de vida de cada um começava a comprometer as gerações futuras em relação a questões sociais, ambientais, econômicas. Os pais da Akatu acreditavam que a visão de um futuro desejável era uma condição necessária para que as pessoas começassem a construir um mundo melhor”.

“A situação se agravou”, continua Mattar. “As pessoas trabalhavam muito e não tinham tempo para o lazer criativo, que foi trocado pela falsa necessidade de consumir. Elas viviam com dinheiro emprestado e experimentavam a tensão contínua e a pressão para consumir mais e mais. Felizmente muitas pessoas começaram a perceber a falta de sentido desse ciclo vicioso”.

Mattar descreveu, então, o mundo sustentável conquistado pela geração de Akatu: ela vive em uma comunidade onde as casas são construídas de materiais sustentáveis, a maioria delas feitas a partir de produtos reciclados. A água disponível é de boa qualidade e usam-se energias eólica e solar para abastecer a comunidade. Todos os produtos (inclusive as roupas) são duráveis, fabricados a partir de materiais reciclados e sem uso de químicos e tóxicos; são usados até o final da sua vida útil e sempre encaminhados novamente para reciclagem. É uma sociedade em que todos estão cientes da forte interdependência dos impactos ambientais, sociais e econômicos no mundo e que, por isso, sabem que tudo o que acontece em um determinado lugar afeta o conjunto.

“Na geração da Akatu, os valores masculinos de competição, agressividade, racionalidade e objetividade são equilibrados com os valores femininos de cooperação, afetividade, da intuição e da subjetividade. Eu amo este mundo da Akatu”, conclui.

Mattar explica que, “na verdade, meu objetivo era contar aos presentes a história, o percurso e a missão do Instituto Akatu. Acredito fielmente que esse mundo possa existir, quem sabe em 2050? Como não temos uma receita pronta para promover uma mudança do nosso processo de produção e consumo, que acreditamos ser a origem da insustentabilidade que vivemos, achei que personalizando a história do Akatu poderia convidar e cativar mais pessoas a contribuírem para a construção desse mundo melhor, um mundo mais sustentável”.


Fonte: (Envolverde/Instituto Akatu)


COMENTÁRIO:

Ao ler a reportagem acima,onde o diretor-presidente do Akatu Hélio Mattar conta a história de uma mulher brasileira de origem indígena chamada Akatu,me identifiquei com a vontade do Héilo,de dividir com as pessoas o sonho e a necessidade da conscientizaçao ambiental mundial.

E coinscidentemente,ontem,este foi o assunto debatido entre eu e um grande amigo.Onde ele tentava me mostrar o quanto o fato de, uma recém-formada em meio ambiente divulgar sua verdadeira opinião sobre as divergências entre a maneira como as mineradoras se impõem nos seus empreendimentos e o pensamento formado de um gestor ambiental,pode afetar o meu futuro profissional.

Até aí,concordo plenamente com ele,afinal,isso pode sim me atrapalhar profissionalmente,que mineradora ou outra empresa que necessite da exploração ambiental,vai querer contratar uma gestora ambiental que tem uma opinião formada e crítica sobre a forma como elas desempenham suas funções diante  esta questão?

Mas por outro lado,tenho a convicção de que me formei em Gestão Ambiental para colocar em prática a minha visão sobre a exploração ambiental e as consequências que ela traz para o planeta.Por que eu haveria de querer me calar em relação a isso?

Se fosse assim,eu teria me formado em outra área,ou então teria entrado para a vida política,rsrsrs!

Sinceramente,a realidade do mercado de trabalho nos força a analisarmos os nossos conhecimentos e questionamentos sobre o que é aprendido na faculdade teoricamente e o que é colocado em prática em campo!Sendo assim,chego a conclusão de que a vida é uma demagogia e pode te deixar cego a ponto de você abrir mão dos seus princípios para conseguir uma vaga de trabalho!

É por isso que vemos muitos colegas da área,exercendo de forma ilícita o seu trabalho que ao invés de proteger,simplesmente ajuda aqueles que querem apenas explorar,desmatar e degradar impensavelmente o nosso planeta!

No fundo,essa conclusão me leva a entender que é preferível para quem escolhe esta área,optar por trabalhar no 3° Setor ou como autônomo.Porque assim,você pode expressar sua opinião sincera,agradando a todos ou não,pois dessa forma você não precisa omitir o que lhe é ensinado na sala de aula.

Mas este é um assunto polêmico e abrangente,que cabe ser discutido em outro post!...

Por: Cátia Rodrigues

terça-feira, 1 de junho de 2010

E QUANDO PENSO QUE JÁ VÍ DE TUDO....

Acabo de ler uma reportagem,pequena na verdade,sem muitos detalhes,porém me chamou muito a atenção ao observar a foto que ilustrava o conteúdo da mesma e quando penso que já ví de tudo nesta vida,me surpreendí mais ainda e fiz questão de blogar aqui pra vocês:





FOTO: AP

Foto divulgada pela presidência da Guatemala nesta segunda-feira (31) mostra buraco em esquina no centro da capital. Na véspera, as autoridades culparam as chuvas provocadas pela tempestade tropical Agatha pela abertura da cratera, que engoliu um prédio de três andares. Mas nesta segunda eles disseram que estão estudando o caso. Um buraco semelhante apareceu na mesma região em abril de 2007, matando três pessoas. (Foto: AP)


FONTE:  http://www.g1.globo.com/

COMENTÁRIO:

A foto é tão chocante,que a primeira vista nos dá a impressão de ser uma montagem!
Este certamente é apenas um pouco do que podemos imaginar podendo acontecer daqui a alguns anos em maior proporção,se continuarmos a explorar tanto sem um planejamento consciente e de forma respeitável ao meio em que vivemos!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ministério Público alerta para risco de reformas na legislação ambiental! (E AGORA MAIS ESSA...!?)

O Ministério Público critica os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que propõem reformas na legislação ambiental. Para o MP, os projetos 342/08, 6424/05, 5367 (apensado ao PL 1876/99), e o proposto pelo Conselho Nacional da Agricultura (CNA) representam grave retrocesso para a questão do meio ambiente no País. Em virtude da urgência da discussão -as alterações nas leis ambientais estão na pauta da Câmara Federal e devem ser apresentadas oficialmente em 1º de junho, pelo deputado Aldo Rebelo, relator do novo "Código Ambiental Brasileiro", que reúne esses e outros projetos -o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) divulgou moção sobre o tema. Para o CNPG, o debate está "polarizado entre agricultura versus meio ambiente" quando, na verdade, deveria propor políticas públicas que garantam o equilíbrio entre o meio ambiente e a agricultura.



Os projetos questionados pelo CNPG buscam mudanças profundas no Código Florestal, na lei de Crimes Ambientais e na lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Dentre as principais alterações, estão a redução da porcentagem das áreas de reserva legal, de preservação permanente (como as matas ciliares); a flexibilização do uso da reserva legal; o perdão de dívidas ambientais e a regionalização da fiscalização e do controle ambiental, que passariam para municípios e estados. No entendimento do Ministério Público, as propostas pretendem unicamente desfigurar o Código Florestal em detrimento de interesses de determinados grupos econômicos. "As mudanças contrariam totalmente a noção de sustentabilidade, do meio ambiente ecologicamente equilibrado como base de sustentação para a agricultura", diz o presidente do CNPG, procurador-geral de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, do Ministério Público do Paraná. "Considerando o cenário nacional e internacional, em que se discute maior proteção e reversão dos cenários críticos de devastação, não há como se permitir a alteração da legislação com vistas à diminuição da proteção", afirma.




Para a promotora de Justiça Cristina Godoy de Araújo Freitas, coordenadora da área de Meio Ambiente do Centro de Apoio Operacional Cível e de Tutela Coletiva (CAÓ-Cível) do MP do Estado de São Paulo, as iniciativas legislativas representam um retrocesso perigoso. " No ano internacional da biodiversidade, em que deveria estar em pauta a proteção das áreas verdes justamente para a garantia da diversidade biológica, o que assistimos é, justamente, o contrário: a tentativa de supressão de proteção, com um retrocesso jamais visto em toda a história da legislação ambiental no Brasil. Disso, a sociedade precisa estar ciente, já que o meio ambiente é bem de todos, inclusive das futuras gerações, e não pode sofrer tamanho achaque".



Fonte:http://www.jusbrasil.com.br


MINHA OPINIÃO:

E agora mais essa?!!!
Querem realmente,modificar a lei ambiental para facilitar ainda mais a degradação desordenada dos nossos recursos naturais.

É preciso sim,que o Ministério Público interfira pela população,porque se continuar desta forma onde vamos parar?
Será que as pessoas estão preparadas para viver num planeta como aquele mostrado na famosa CARTA DA TERRA?

Diminuir o que já praticamente desapareceu?Se não me engano,(vou averiguar e depois confirmo ou corrijo aqui no blog),temos apenas 27% de floresta nativa!?Estamos engolindo o nosso planeta!

Não é sensacionalismo minha gente,é uma triste realidade ambiental,precisamos parar antes que seja tarde demais!
Meu Deus,alguém tem que parar esse povo que só pensa em desenvolvimento e lucros exorbitantes,basta...

Fico indignada,mas não dá pra fazer nada sozinha!É preciso união e vontade acima de tudo!O segredo é lógico: VAMOS FAZER UM POUQUINHO DIA APÓS DIA,primeiro em casa,no bairro,na rua,na cidade,no estado,no país,no mundo...simples assim! 
Por: Cátia Rodrigues


CONHECENDO OS SIGNIFICADOS DAS SIGLAS AMBIENTAIS:

Você que é estudante,profissional,simpatizante ambiental ou cidadão comum interessado em tudo que se refere ao meio ambiente e procura se informar e se atualizar constantemente sobre o que acontece neste assunto tão abrangente,certamente já ouviu falar sobre algumas siglas ambientais como por exemplo: SISNAMA,FEAM,IEF,dentre outras.

Porém,aquele cidadão leigo no assunto e que por mais que se interesse em conhecer e desvendar este mundo tão complexo e ao mesmo tão rico em conteúdo,não tem a oportunidade de decifrar estas siglas,certamente vai se interessar e se encantar,ao começar a ler este post e consequentemente irá descobrir que apesar de complexo,é também muito simples e interessante!

Abaixo,selecionei algumas siglas mais usadas e faladas no universo ambiental.Cada qual com a sua importância para serem seguidas e aplicadas as leis ambientais no país:

  • CERH: CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS
  • CONAMA:CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
  • COPAM: CONSELHO ESTADUAL DE POLÍTICA AMBIENTAL
  • FEAM: FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE
  • IBAMA:INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
  • IGAM: INSTITUTO MINEIRO DE GESTÃO DAS ÁGUAS
  • IEF: INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS
  • MMA: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
  • SEMAD: SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  • SIAM: SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÃO AMBIENTAL
  • SISNAMA: SISTEMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE
  • SISEMA: SISTEMA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE

DIVULGANDO BOAS PARCERIAS! O MEIO AMBIENTE AGRADECE!

 
Foto: Álbum pessoal


Acabo de receber o convite de parceria de divulgação no meu blog.E não poderia deixar de divulgar aqui!

Certamente,não pensei duas vezes e aceitei,afinal,isso é o resultado de um trabalho árduo,persistente e acima de tudo,gratificante que eu exerço ao blogar sempre sobre a luta e sobrevivência ambiental do nosso planeta!

Deixo aqui registrado o meu agradecimento á confiança depositada pela GREENJOBS BRASIL!

Sejam bem vindos,o nosso mais novo parceiro nesta luta ambiental!

Cátia Rodrigues

domingo, 30 de maio de 2010

AUDIÊNCIA PÚBLICA EM SANTA BÁRBARA MG


Maiores informações acessem o site da GASB http://www.onggasb.com.br/

Brasil é o país que mais causa impactos ao meio ambiente,diz pesquisa

País lidera lista, seguido de Estados Unidos, China, Indonésia e Japão.

Estudo foi feito em universidade na Austrália e publicado no início do mês.(GLOBO AMAZÔNIA /SP)
 
 
Publicado no início do mês, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, coloca o Brasil no topo de uma lista de países que mais causam impacto ao meio ambiente no mundo.



A pesquisa Evaluating the Relative Environmental Impact of Countries (Avaliação do Impacto Ambiental Relativo dos Países, em tradução livre) foi publicada no jornal científico PloS One e analisou o estado de degradação do meio ambiente em 171 países. O estudo classificou os países em rankings absolutos e proporcionais.

Diversos fatores influenciaram a medição da lista, como as taxas de desmatamento, poluição do ar e da água e a perda da biodiversidade, além das taxas de emissão de carbono e o número de espécies em extinção. A pesquisa também considerou o crescimento populacional e econômico.



Na lista do ranking que considera o impacto ambiental de maneira absoluta, sem medir o tamanho dos territórios e a quantidade de recursos naturais disponíveis, o Brasil aparece no topo da lista como o país que mais causa dano a natureza.


O principal fator que coloca o Brasil nessa posição é o desmatamento. O país é o primeiro no fator de perda de floresta natural e o terceiro em transformação de habitats naturais. O Brasil também é o quarto país com mais espécies ameaçadas e que mais emite carbono na atmosfera, segundo o estudo.


A pesquisa concluiu que países com maior população e fortes economicamente foram os que mais tiveram impacto ambiental absoluto. Brasil, Estados Unidos, China, Indonésia, Japão, México, Índia, Rússia, Austrália e Peru são os dez países que lideram a lista.


No ranking de impacto proporcional, que considera recursos naturais, o Brasil não aparece entre os 20 primeiros. Cingapura, Coreia do Sul, Quatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrein, Malásia, Filipinas e Holanda são os dez países que lideram a lista.


Fonte: http://www.globoamazonia.com/


Minha opinião:

O resultado desta pesquisa simplesmente reforça o que todo mundo já está cansado de saber :É TUDO PURA MARKETAGEM,querem fazer o marketing deles usando a trágica realidade da questão ambiental no planeta para alcançarem seus lucros de maneira fácil.

E todo aquele lero-lero utilizado para incentivar os proprietários de terrenos a investirem no sequestro de carbono?O nosso país é o quarto maior poluidor em se tratando de emissão de carbono!Será que esse incentivo é mais que não está dando certo?

Já na questão do desmatamento e perda de biodiversidade,isso não chega a ser novidade pra nós,afinal,é fato divulgado praticamente todos os dias na tv,rádio,internet e jornal que o Brasil não tem controle algum em relação a esse tipo de impacto ambiental.

Fica uma pergunta: - Será que vai ser sempre assim?...acontece,vira notícia,todos se revoltam,inclusive eu;para amanhã ou depois ficar no esquecimento,como muitos outros fatores ocorridos nesta guerra ambiental???

Por:Cátia Rodrigues