quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Afinal: vale a pena investir anos e dinheiro numa qualificação superior?

Em uma de minhas buscas a reportagens que tenham a ver com o dia a dia das pessoas normais,assim como eu,me deparei com uma que me chamou muita atenção,afinal,já passei por situações de constrangimento ao tentar uma oportunidade de emprego,simplesmente pelo fato de estar querendo e precisando muito trabalhar e ter o ensino superior,o que me impediu de ser contratada pela empresa,uma vez que a pessoa me considerava qualificada demais para o cargo de vendedora!


E devido a esses contrastes de um Brasil,que por um lado quer um povo qualificado educacionalmente para ser exemplo de boa educação no país e no mundo,e que por outro lado obriga seu povo a passar por constrangimento como estes,de serem tachados como bom demais para o emprego,eu decidi postar aqui esta reportagem,que sem dúvida vai mexer com os questionamentos de muita gente,seja qualificado ou não.


Segue abaixo a reportagem:


Pessoas com mais estudo são mais humilhadas no trabalho (publicado em 10/02/2011 às 10h05: do R7)

Pesquisador aponta que trabalhadores discriminados podem entrar com ação judicial

Preconceito e humilhação no ambiente de trabalho são problemas que costumeiramente atingem quem tem mais anos de estudo ou formação maior do que os chefes e os colegas, segundo uma pesquisa apresentada na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
A discriminação com quem tem diploma de mestrado, doutorado ou de especialização acontece em três momentos: na hora de contratar, no decorrer do trabalho e na hora da demissão.
A pesquisa aponta que, na contratação, muitas vezes a sobrequalificação (nome dado ao efeito de ter mais qualidades do que o emprego exige) é vista como fator negativo pelos empregadores, porque pode levar a questionamentos sobre o salário e a função. Em entrevista à Agência USP de Notícias, o pesquisador Jorge Boucinhas Filho, responsável pelo estudo, apontou alguns casos.
Em um deles, a contratação de um professor de história, com mestrado em ciências sociais, foi dispensada por escolas de ensino médio porque seu currículo era superior ao necessário e suas explicações de nível complicado poderiam confundir os alunos, de acordo com Boucinhas.
- Uma das características mais perversas da discriminação por sobrequalificação é que ela não é baseada em estereótipos, mas gerada por questões financeiroas ou pelo medo que o chefe tem de ser substituído pelo empregado.
Esconder as qualidades
Boucinhas relata outro caso em que um economista de Natal (capital do Rio Grande do Norte) teve que mentir e dizer que não era formado em economia para conseguir um emprego, como corretor de imóveis. A dissertação de mestrado apresentada pelo pesquisador aponta que as pessoas não sabem reagir a esse tipo de preconceito.
- A reação da maior parte das pessoas que fica sabendo de casos similares, ou que sofrem na pele a mesma situação, consideram a atitude do empregador como imoral e nunca como ilegal. Afinal, é o empregador quem manda e desmanda em sua empresa.
Trata-se, de um erro, na opinião do pesquisador. É possível entrar na Justiça quando ocorre discriminação, que pode se traduzir inclusive em práticas mais complexas de rebaixar o salário de quem tem mais prepraração, como no caso de universidades privadas.
 - Um fato comum em universidades particulares é a forma de conter gastos com o corpo de professores. Como a redução de salários é proibida pela Constituição, a instituição promove o esvaziamento dos cargos de alto nível de especialização e não contrata mais professores para aquela determinada faixa salarial. Depois, é criado um novo cargo para contratar professores menos especializados e com salários mais baixos.
Soluções
Quando o profissional é discriminado no recrutamento, ele pode mover uma ação judicial por perdas e danos e pedir uma indenização, afirma o pesquisador.
- Se, no entanto, a discriminação acontecer durante o contrato de trabalho, além da indenização, [a pessoa] pode pedir, por exemplo, que seja reenquadrada em um cargo condizente com a sua formação, caso a empresa possua um plano de cargos e carreiras.
Boucinhas aconselha aos trabalhadores que fiquem atentos, porque entrar com um processo na Justiça pode ser uma faca de dois gumes.
- Infelizmente, não há como garantir que o trabalhador que mova uma ação por discriminação ou outras questões trabalhistas não possa ser alvo de uma lista negra, prática nefasta ainda utilizada em alguns setores da economia, que traz a relação dos nomes de pessoas que moveram processos na Justiça e, por isso, saem prejudicadas na hora de serem chamadas para uma entrevista de emprego.
Fonte : 



Cátia Rodrigues (Técnologa em Gestão Ambiental)

    domingo, 6 de fevereiro de 2011

    Brasil pode "importar" engenheiros para cobrir falta de mão de obra:

    Conselho de Engenharia está disposto a promover ações que aumentem a oferta de trabalho especializado:


    SÃO PAULO - Preocupada com a falta de mão de obra especializada para atender a crescente demanda por engenheiros no Brasil, o Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) está disposto a contribuir com acordos que acelerem a entrada de trabalhadores estrangeiros no País. Segundo o Confea, triplicou o número de pedidos de registros profissionais diplomados no exterior em 2010.

    Embora represente uma tendência, o número ainda é baixo - passou de 115 para 400 processos anuais. O presidente do conselho, Marcos Túlio Melo, revela que há uma pressão para flexibilizar as leis sobre entrada de profissionais e empresas no mercado nacional. “São reivindicações que vêm principalmente da Espanha e de Portugal. Muitas empresas desejam aproveitar o momento do País, e gostariam de trazer profissionais locais para cá”, revela.

    Mesmo assim, o número de engenheiros, profissionais técnicos e especialistas que seriam beneficiados pela medida ainda seria irrisório frente ao tamanho do problema no País. Atualmente, o Brasil forma de 30 a 35 mil engenheiros por ano, mas a demanda é de 60 mil. Melo admite que há setores que já estão comprometendo seu desenvolvimento pela falta de pessoal. “A própria Petrobras já tem um gargalo real dentro de seus cronogramas. A indústria naval também está em franca expansão e sem profissionais, além de toda indústria da construção civil, alavancada por programas sociais e pela Copa de 2014”, revela.
    Para o reitor do Instituto Mauá de Tecnologia, Otávio de Mattos Silvares, "nas três últimas décadas ocorreu um processo de desvalorização da profissão de engenheiro e muitos foram trabalhar em áreas diferentes daquelas para as quais foram preparados”. 

    Censo de engenheiros

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o Confea trabalham na elaboração de um censo para conhecer a capacidade dos engenheiros e profissionais de tecnologia formados no País. A ideia é entender onde eles estão, saber se conhecem outro idioma e se estão dispostos a se habilitarem para se inserir na Engenharia. Com isso, seria possível focar em ações que evitariam a criação de “apagões de mão de obra”.

    Sem dados de onde há mais oferta de profissionais ou sua real condição, as empresas vão criando “jeitinhos” de atender suas crescentes demandas. “Algumas fazem programas de atualização profissional para quem está fora de sua área. A própria Vale fez isso em 2007. Outras buscam na própria graduação. Há ainda a opção de flexibilizar a idade de contratação, resgatando profissionais aposentados, por exemplo”, sugere Melo.

    Futuro

    Mesmo assim, reconhecem os especialistas, soluções emergenciais são apenas paliativos: é necessário criar uma estrutura para formar especialistas técnicos para o futuro. Silvares, do Instituto Mauá, contextualiza o atual problema. “Devido ao processo de desvalorização da profissão ocorrido no passado recente, muitos alunos com boa formação no Ensino Médio foram para outras áreas profissionais e, por outro lado, o Ensino Médio no Brasil tem apresentado uma qualidade baixa, principalmente nas disciplinas das matemáticas e das ciências”. 

    O presidente do Confea diz que é necessário estruturar a educação para evitar a evasão nas universidades. “Os dados nos mostram que entram mais de 180 mil por ano [nas universidades], mas menos de 40 mil saem. Temos que trabalhar essa questão”, destaca, preocupado, Melo.

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    COMENTANDO A REPORTAGEM:

    Ahh,fala sério!Inacreditável esta reportagem1
    O próprio governo brasileiro cria os cursos de tecnólogos,valoriza e incentiva cada dia mais os cursos técnicos no BRASIL e agora vem com esta história de ter que importar engenheiros por falta de mão-de-obra?

    Eu não entendo como não conseguem unir a boa intenção da criação dos sistemas com a praticidade de qualificar seus profissionais para se evitar este tipo de atitude!

    Sinceramente,eu acredito que esta seja uma estratégia um tanto quanto furada.Vão gastar milhões para importar estes profissionais,além de  trazer com eles mais problemas para nosso país,como se os nossos problemas já existentes não fossem suficiente!

    Porque não buscar alternativas de qualificar e valorizar os brasileiros?Já tem gente demais em nosso país!Quantos brasileiros se arriscam migrando para outros países em busca de uma vida mais digna?!E o governo ao invés de resgatar esses imigrantes,vão simplesmente buscar em outros países profissionais qualificados?

    É por isso que tem tanta gente qualificada e desempregada!
    Se o próprio país não valoriza seu profissional,quem vai valorizar?

    É uma bagunça tremenda,uma desorganização imensa!Uma falta de ética e planejamento!

    Eu sou totalmente contra!

    Se querem mais engenheiros,renovem a educação no país,diminuam os valores das mensalidades;criem parcerias com as instituições privadas;organizem de uma vez por todas o Sistema de Educação chamado ENEM/PROUNI!

    Ao invés de abarrotar nosso país com estrangeiros qualificados,valorizem e qualifiquem de forma eficaz os nosso profissionais brasileiros!