domingo, 15 de maio de 2011

Mais um capítulo da Votação do Código Florestal Brasileiro!

Boa tarde amigos leitores,seguidores e curiosos!


Depois de algum tempo sem poder bloggar,devido a falta de tempo por causa do meu novo emprego,aqui estou eu novamente,matando saudades desse espaço virtual que eu amo,pois é onde eu digo o que penso e divido com vocês minhas dúvidas sobre a conscientização ambiental ou a falta dela em nosso país.


Como não é novidade para ninguém (até mesmo meu filho de oito anos já arrisca a discutir e tentar entender a votação do Código Florestal Brasileiro),mais um capítulo da novela do Código Florestal foi ao ar nesta semana que se passou e novamente os responsáveis pela decisão final do último capítulo se perderam diante de tantos protagonistas e coadjuvantes desta novelinha interminável.


Vejam abaixo trechos de algumas reportagens adquiridas através da internet,das quais resolvi colocar aqui para que vocês entendam melhor esta novela,ou pelo menos tentem entender,porque na verdade está uma verdadeira desorganização ambiental esta trama interminável!


Votação do  Código é adiada:Sociedade deve manter-se vigilante (WWF /Por Bruno Taitson): 


"Após um dia inteiro de debates, a Câmara dos Deputados decidiu adiar a votação do novo substitutivo, apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que propõe alterações ao Código Florestal. O texto foi apresentado apenas após as 22 horas. Os deputados da bancada ruralista tentaram impor, sem sucesso, a votação da matéria minutos após a apresentação do substitutivo, sem que a Casa tivesse tempo para tomar conhecimento do conteúdo.


Após fazer um discurso de quase meia hora, sem ler o tão aguardado texto, o relator Aldo Rebelo solicitou o início da votação. Parlamentares do PV e do Psol, uma vez mais, queixaram-se do fato de uma matéria desconhecida pelos deputados estivesse sendo submetida a votação em plenário. “Não podemos debater e votar algo que não conhecemos”, protestou o deputado Sarney Filho (PV-MA).


Pouco antes de meia-noite, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), em uma mudança de discurso que surpreendeu os presentes, pediu à Casa para adiar a votação. “Não podemos votar isso no escuro”, afirmou, lembrando que os deputados não tiveram tempo para ler ou debater a proposta apresentada por Aldo Rebelo. Após a solicitação de Vaccarezza, os parlamentares da base governista – que são maioria na Câmara, retiraram-se do plenário, inviabilizando a votação por falta de quorum. 


A votação do substitutivo que altera o Código Florestal deverá acontecer na próxima semana, terça (17/05) ou quarta-feira (18/05). Segundo o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, é fundamental que a sociedade brasileira continue vigilante no sentido de pressionar a Câmara para não aprovar um texto que possa promover mais desmatamento e aquecimento global. “Isso poderia inviabilizar não só a conservação dos ecossistemas e dos recursos hídricos, como também prejudicaria a atividade agrícola”, avaliou."


FONTE: http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?28522/Votao-adiada-sociedade-deve-manter-se-vigilante



Aldo muda texto de acordo e votação é adiada novamente (Nathália Clark)




"Brasília – Após um dia todo de debates no plenário da Câmara dos Deputados sobre as as alterações no Código Florestal Brasileiro, somente às 22h o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)  apresentou o substitutivo ao relatório final. Muitos deputados, porém, consideraram o texto distinto do que fora acordado durante toda a tarde com mediação do governo. 

O texto definitivo do relatório de Aldo não foi entregue às 9h desta quarta-feira (11), como havia prometido o deputado na noite de terça. Tampouco às 15h, horário em que teve início a sessão extraordinária no plenário da Câmara, havia chegado às mãos dos parlamentares o documento final. Sem a matéria e ainda sem acordo, os deputados iniciaram as discussões a favor e contra, antes da pauta da votação. Ao longo do debate foram apresentados requerimentos para retirada da votação da pauta. Os três primeiros foram anulados. No último, como de costume, PV, PSOL e PPS haviam sido os únicos que votaram a favor, até chegado o momento do Governo se pronunciar.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza iniciou sua fala dizendo que "esta é uma das votações mais importantes da Casa" e foi interrompido por um telefonema. Quando voltou à sua fala no púlpito, declarou obstrução do Governo à votação. A justificativa foi a grande disparidade entre o texto apresentado por Aldo e o que foi construído em conjunto com a base, na tarde de quarta no Planalto e no gabinete da liderança. Depois dele, o líder Paulo Teixeira mudou a orientação do PT quanto ao requerimento. Em seguida, passadas já as 23h, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, também obstruiu.

Neste momento, os ânimos ficaram exaltados. Ambientalistas aplaudiam a decisão do governo enquanto que a oposição considerava "um grave descumprimento de acordo", como afirmou Antônio Carlos Magalhães Neto. Aldo Rebelo, em ato desesperado, ofendeu pessoalmente a ex-senadora Marina Silva, presente na sessão. Acusou o marido dela, Fábio Silva, de ser contrabandista de madeira. O deputado Sibá Machado , do PT-Acre, pediu a retratação do relator.

Quatro requerimentos e 15 exaustivas horas depois, Marco Maia encerrou a sessão por falta de quórum (190 parlamentares presentes). Ainda não se sabe ao certo quando será a votação efetiva, mas está prevista para a próxima terça-feira (17). Tudo depende da reunião que está acontecendo neste momento (1h da manhã desta quinta-feira, 12) no gabinete da liderança do governo, com Aldo Rebelo.

Reuniões ao longo de todo o dia

O relator e Vaccarezza, (PT-SP) ficaram reunidos desde as 11h no Palácio do Planalto. Segundo o líder do governo na Câmara, àquela altura já havia um acordo. A dificuldade estaria na tradução deste para o texto final, que, ao fim das contas, foi apresentado diferentemente do combinado.

Tasso Azevedo, pesquisador da Esalq e ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro, disse que o novo texto tinha muitas manobras e "pegadinhas", principalmente no que diz respeito à Reserva Legal: "No parágrafo 7o do Artigo 13 ele muda o conceito estabelecido de RL". Segundo ele, outra mudança de última hora foi a troca da palavra "recomposição" por "regularização" (também da Reserva Legal).

De acordo com o líder, o governo não abre mão de que as exceções de atividade consolidada em Área de Preservação Permanente (APP) sejam feitas apenas por decreto presidencial, e não por estados ou municípios, como sugerido pelo relator. Sobre a questão dos quatro módulos fiscais, apesar de ser contra, foi adimitido em acordo que se mantivesse no texto o proposto por Aldo: que todas as propriedades do país (não só as da agricultura familiar) fossem dispensadas da porção de Reserva Legal.

Veja o que as pessoas estão falando no Twitter sobre o Código Florestal:

Antes do debate, alguns deputados já reclamavam da falta do objeto de discussão. “Não sabemos o que estamos debatendo, muito menos o que será votado hoje nesta Casa”, afirmou Sarney Filho.

A deputada Rosane Ferreira (PV-PR) defendeu que, “Aprovando este Código, nós perdemos a grande oportunidade de transformar o Brasil em uma potência ambiental". Já Giovani Cherini (PDT-RS), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, retrucou: “O Brasil deve se tornar o maior produtor mundial de alimentos, não o pulmão do mundo, como querem as instituições internacionais”.

Ricardo Tripoli (PSDB-SP) ironizou: "A natureza está no banco dos réus, vamos inocentá-la". E Ivan Valente (PSOL-SP)completou dizendo que Aldo Rebelo entrará para a história como “o deputado da motosserra"."



No Tocantins, Rossi defende mudanças no Código Florestal:(Leilane Marinho)


Palmas - O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi assinou nesta quarta-feira, 11, na abertura da 11º Feira Agropecuária do Tocantins (Agrotins), convênio de cooperação entre o Governo Federal e o Governo Estadual. O documento tem como finalidade ampliar a parceria entre Estado e União, numa série de ações voltadas para o agronegócio.

“Contamos com esse apoio da presidente Dilma [Rousseff], principalmente para uma área tão importante para nosso Estado, como é o setor produtivo”, afirmou o governador Siqueira Campos.

Na ocasião, Rossi defendeu a aprovação do novo Código Florestal. Acompanhando pela senadora Kátia Abreu , presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasi(CNA), o ministro disse que os produtores não podem continuar sendo ameaçados, pois o Brasil tem a maior extensão de floresta do mundo. Ele disse ainda, que 55% do país ainda é coberto de mata nativa (original) e que o Brasil deveria receber pelos serviços prestados ao meio ambiente. “Nós vamos organizar para aumentar a produção.

LAU

O governador Siqueira Campos aproveitou a presença do ministro para anunciar e assinar um projeto de lei, que será encaminhado para a Assembleia Legislativa do Tocantins, que institui o Licenciamento Ambiental Unificado (LAUtins). “Essa medida será uma revolução para os produtores tocantinenses, que não precisarão mais tirar a licença ambiental em vários órgãos”, afirmou Jaime Café, Secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário.



Código Florestal deve ir à votação no fim de maio, diz líder: (Clipping)



A votação do novo Código Florestal Brasileiro só deverá ocorrer na última semana de maio. Essa é a previsão do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo ele, na próxima semana o governo vai se dedicar a medidas provisórias que estão trancando a pauta da Casa.
De acordo com Vaccarezza, o adiamento da votação para o final de maio se justifica para permitir maior amadurecimento do texto do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e possibilitar mais diálogo sobre a proposta.
Ele também disse que a ausência do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), na semana que vem, que estará em viagem oficial ao exterior, contribuiu para a transferência da votação. “Não é adequado fazermos uma votação cercada de tanta paixão como parece essa na ausência do presidente da Câmara. Essa é uma votação muito nervosa”.
O líder governista elogiou o relatório do deputado Aldo Rebelo, fruto do acordo feito com o governo, ao dizer que ele é “equilibrado” ao “garantir a defesa do ambiente e as necessidades da produção”.
Segundo ele, o texto apresentado por Rebelo no plenário da Câmara na noite de quinta-feira foi o texto do acordo, sem qualquer modificação. “O texto definitivo estava na liderança do governo à disposição de todos os líderes.”
O adiamento da votação do Código Florestal foi justificado pelo líder governista para evitar que o texto fosse desfigurado com uma emenda que estava sendo articulada pelos partidos de oposição. “Ela começou a ganhar adeptos da oposição e também da base do governo. Então achamos melhor adiar a votação.” (Fonte: Radiobrás)
FONTE:
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/05/14/69949-codigo-florestal-deve-ir-a-votacao-no-fim-de-maio-diz-lider.html

COMENTANDO:
Pois é amigos leitores,como vocês puderam perceber após lerem estas reportagens:fala-se muito e age-se pouco ou nada.
Cada um diz uma coisa,uns concordam outros não e a parte mais interessada no assunto (depois dos agricultores que querem ficar livres não só das licenças mas principalmente das suas obrigações diárias com a preservação do meio ambiente),justamente nós cidadãos comuns  que somos realmente os mais interessados no assunto,ficamos de fora desta briga de gigantes.
Mas ficamos de fora porque queremos,porque não sabemos nos unir assim como os políticos se unem quando querem algo a seu favor,nós temos medo de dizer,de gritar,de questionar e de lutar por nossos direitos e devido a esse medo que nos corrói por dentro,por acharmos que não fazemos a diferença,estamos pagando um preço alto demais tendo que conviver com o desmatamento,a poluição,a degradação e as mudanças climáticas do nosso planeta.
Porque quando "a bomba explode",somos nós os primeiros a sermos prejudicados.
Lógico que para haver desenvolvimento econômico é preciso explorar nossos recursos,isso é fato.
Mas se este Código Florestal for aprovado,tiraremos o pouco de respeito que nos resta,isso mesmo.
Pois,se tendo que cumprir com as exigências para a exploração e sendo obrigados a passar por toda uma vistoria,por todo um processo para receberem a licença e continuarem a explorar e garantir seus reais,eles já burlam as leis e fazem da corrupção seus maiores aliados,imaginem se permitimos essa aprovação?!
Até quando permitiremos que o nosso país seja tratado como a casa da "mãe Joana"?
É justo sermos obrigados a votar num país de democracia(diga-se de passagem) e na hora de importantes decisões como esta votação sermos deixados de lado,sem sequer dar nossa opinião e sermos ouvidos como merecemos?
Pensem nisso,não é só do Código Florestal que estamos falando e sim de toda uma nação que precisa se conscientizar de uma vez por todas que,se a exploração desenfreada e liberada  sem a devida punição para quem não cumpre as leis ambientais continuarem,daqui alguns anos e digo pouquíssimos anos,não teremos mais nem pelo o que lutar,pois sem dúvida nenhuma,só nos restará lembranças de uma possibilidade que nos foi dada de proteger o pouco que nos restou e simplesmente deixamos escapar por entre os dedos.
Por: Cátia Rodrigues.