terça-feira, 1 de setembro de 2009

Apenas 1% das faculdades têm nota máxima do MEC

Por: Gustavo Uribe, Agencia Estado, Atualizado em 31/08/2009

Apenas 21 das 2.001 instituições de ensino superior do País tiraram a nota máxima do Índice Geral de Cursos (IGC), indicador do Ministério da Educação (MEC) que avalia a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação do País. Em sua segunda edição, referente ao ano de 2008, o indicador deu a maior nota (IGC 5) a apenas 1% das instituições de ensino superior consultadas, a mesma porcentagem registrada na pesquisa anterior, referente a 2007. O índice atribui notas às faculdades e universidades por meio de uma classificação de 1 a 5.
O índice aponta que as melhores instituições estão nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Das 21 melhores, 45% estão nos dois Estados, que concentram em torno de 30% das instituições de ensino superior avaliadas pelo MEC. A melhor universidade do ranking é a Federal de São Paulo (Unifesp) e a melhor faculdade é a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV-RJ).
A maior parte das 2.001 instituições avaliadas - 880 faculdades e universidades, ou 44% do total - teve um desempenho regular (IGC 3). As que tiveram resultado insatisfatório, IGC 2 e IGC 1, ficaram com 29,4% do total - ou 588. O número de instituições que ficaram sem nota, por não terem obedecido às regras do MEC que estipulam a participação mínima de dois ingressantes e dois concluintes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), foi de 388, ou 19% do total. Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não participam do Enade e, portanto, não foram avaliadas.
O IGC calcula a qualidade dos cursos de graduação por meio de avaliação feita pelo indicador Conceitos Preliminares de Curso (CPC). Para a pós-graduação, leva-se em conta nota dada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).


FONTE:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=21435760

MEU COMENTÁRIO:
Como o mercado de trabalho pode exigir que sejamos profissionais qualificados,se infelizmente,saimos das faculdades totalmente despreparados e desamparados?A quem devemos recorrer?
Me admira que o nosso país ainda seja tão carente de educação,de preparação dos profissionais realmente qualificados.
Será que para as faculdades o que vale é apenas o certificado?
Essas instituições deveriam se preocupar mais com a qualidade do ensino,uma vez que o profissional que se forma na mesma,está levando para o mercado de trabalho e para a vida,o seu nome...se sou bom profissional é porque tive uma boa qualificação,fui bem preparado;mas se me defino como mal profissional,a culpa não é só minha.Afinal,não basta que eu queira e me esforce para ser um bom profissional,sendo que os meus instrutores ainda estejam precisando de uma verdadeira qualificação.
Os maus alunos de hoje,serão os maus profissionais de amanhã!