sexta-feira, 3 de abril de 2009

01/04 - 19:02 Quais as carreiras que têm mais chance de crescimento, mesmo com a crise?

Especialistas mostram em quais áreas apostar suas fichas Andreza Emília Marino

Antigamente, era comum os jovens optarem por carreiras como Medicina, Direito ou Engenharia. Os motivos para tais preferências são vários, desde a oferta restrita de cursos, até o tradicionalismo – ter um filho médico, advogado ou engenheiro era motivo de honra e orgulho para muitas famílias.

O tempo passou e surgiram outras profissões, que se revezam na preferência do mercado. “Trata-se de uma valorização cíclica, de acordo com o cenário sócio-econômico do momento. Não aconselho nenhuma pessoa a assumir uma carreira porque está na moda, porque é mais acessível ou porque está com salários melhores no momento”, afirma Eliane Figueiredo, diretora-presidente da consultoria Projeto RH, em São Paulo. “O ideal é olhar os próprios valores, habilidades e preferências. Se tudo isso coincidir com o que está sendo destacado no momento, tanto melhor.”

De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, as atividades mais promissoras são as ligadas ao meio ambiente e à inovação. No estudo, que ouviu mais de 200 especialistas, nota-se que a carreira citada pela maioria (72%) foi a de gerente de ecorrelações, que comunica-se com grupos especializados a fim de desenvolver programas ambientais. A segunda tem foco no desenvolvimento tecnológico e na educação continuada: Chief Innovation Officer (CIO), que somou 67%. Já o terceiro lugar fica para gerente de marketing e-commerce (46%), responsável pela administração, desenvolvimento e implementação de estratégias de sites, visando a comercialização de produtos ou serviços.

Reaquecimento – Para Eliane, a crise interrompeu algumas contratações. Aos poucos, o mercado vem se reabilitando, embora de maneira diferente da anterior. “As empresas estão apostando na revisão de processos, projetos e produtos para se organizar internamente visando o aumento da produtividade e do lucro, ou para atender clientes mais exigentes, que não querem esbanjar dinheiro neste momento”, garante a especialista. Segundo ela, ganha pontos quem tiver tais habilidades. De forma geral, engenheiros, administradores e economistas conseguem desempenhar bem esses papeis.

Outros profissionais bem-cotados são os que atuam no controle de caixa, auditoria financeira e contábil e orçamento, tanto analistas quanto supervisores. “Em períodos de economia turbulenta, eles se tornam essenciais”, avalia a consultora. Quem atua nos setores comerciais e de serviços também tem espaço garantido, de acordo com ela.

Todas essas são carreiras que já existem e tornam-se vedetes em determinados momentos. Mas quais são as novidades? Em que carreira apostar? Para a diretora-presidente da Projeto RH, quem adquirir competências sobre desenvolvimento sustentável, por meio de cursos relativamente recentes, como Gestão de Recursos Naturais, ou quem fez Engenharia Química ou Ecologia. “Nenhuma empresa vai conseguir crescer sem ter esse pilar consolidado”, aposta.

Dicas – Para quem quer dar uma guinada na carreira, seguindo o que está em voga, as sugestões de Eliane são estar sempre de olho no mercado, saber tudo o que acontece no mundo, visão de futuro, capacidade de analisar e seguir tendências, investir em formações complementares (cursos de idiomas, tecnologias, aperfeiçoamentos), saber trabalhar em equipe, desenvolver a resiliência e assumir a responsabilidade pela própria carreira. “A empresa deve dar meios para o desenvolvimento profissional de sua equipe, mas quem tem de tomar as decisões é o profissional. Quem cruzar os braços, tem grandes chances de ficar para trás”, diz.

Fonte de pesquisa:www.ig.com.br