sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novos embarques monitoram frota de espinhel em Itaipava/ES:



Mais dois embarques de observadores de bordo foram realizados em maio, junto à frota pesqueira de Itaipava/ES, para monitoramento da captura incidental de tartarugas marinhas. Desde 2003 até agora, o Tamar e seus parceiros nesse trabalho já realizaram 23 embarques em Itaipava, totalizando quase 400 dias de mar. Até o momento, 72 animais foram capturados. Os barcos Itamaracá IX e Veremos XIV, que utilizam espinhel de superfície, ficaram 22 e 17 dias de mar, respectivamente. Capturaram duas tartarugas – uma cabeçuda (Caretta caretta) e a outra de couro (Dermochelys coriácea) – e dois albatrozes-do-nariz-amarelo-do-Atlântico (Thalassarche chlororhynchos). Após exames e marcação, as duas tartarugas foram liberadas com vida. Mas os albatrozes já chegaram mortos à embarcação.

FONTE: http://www.tamar.org.br/


COMENTÁRIO:

Acho muito bonito o trabalho feito pelo projeto TAMAR,são projetos como estes que nos dão ânimo em continuar a nossa árdua batalha como profissionais na área de meio ambiente.

Pois,é cada um fazendo um pouquinho que conseguimos unir forças para evitar que não só as espécies e a nossa biodiversidade em geral entrem em extinção,mas também o nosso planeta que se extinguindo,certamente extinguirá também a raça humana!

É dever de todo e qualquer cidadão respeitar e contribuir para que trabalhos como o do TAMAR,sejam valorizados e reconhecidos mundialmente.

Estive em ITAIPAVA/ES,no início do ano passado de férias com minha família,foi um passeio fantástico!

Confesso,que tirei fotos maravilhosas de lugares e de belos animais típicos daquela região,porém me sentí frustrada por não ter visto sequer uma tartaruga em 15 dias de estadia na cidade.

E olha,que há uns 15 anos atrás quando estive lá pela primeira vez,era fácil avistarmos tartarugas naquela região,o que me deixa preocupada atualmente.Em apenas 15 anos,quantas não foram extintas?

E quantas não virão a ser,caso não fizermos nossa parte?

Como agradecimento a vocês amigos leitores por estarem sempre prestigiando meus posts,deixo aqui registrada uma foto tirada por mim,desta cidade pequena na verdade,mas de uma riqueza natural incrível da qual vale a pena conhecer e preservar!

Cátia Rodrigues



Foto: Álbum pessoal

Cratera da Cidade da Guatemala pode crescer, afirmam geólogos.

(CLIPPING)

Pesquisadores da Defesa Civil estão estudando a cratera gigante que ‘engoliu’ uma esquina no mês passado na Cidade da Guatemala. Segundo eles, o buraco pode crescer ainda mais.




A cratera é um cilindro quase perfeito, com 20 metros de diâmetro por 30 metros de profundidade. Ela se abriu em 30 de maio, depois das chuvas provocadas pela tempestade tropical Agatha, em uma vizinhança dos anos 1930, e engoliu um prédio.



“Nós achamos uma descontinuidade, ou o que podemos chamar de uma zona fraturada. Descobrimos isso próximo à parede da cratera, próximo ao local onde o afundamento ocorreu”, disse o geofísico David Monterroso.



Autoridades disseram que os prédios próximos estão afundando lentamente e avisaram os moradores do perigo. Muitos deles deixaram a região, e os que ficaram estão com medo.

(Fonte: G1)

 
COMENTÁRIO:
 
É de se esperar que uma cratera como essa venha a aumentar,sem dúvida nenhuma,ainda mais pelo fato de não ter sido a única cratera a ser aberta naquela região,mais definidamente naquela cidade.
E o pior de tudo isso,é termos a certeza de que o que aconteceu na Guatemala pode ocorrer em qualquer lugar do planeta,não estamos livres desta situação.
Enquanto um lado cava,cava e cava para encontrar mais e mais petróleo,do outro lado cidades são engolidas como se fossem apenas maquetes!
E viva o "desenvolvimento!"
 
Cátia Rodrigues

NOVO DESIGN!

Boa noite,amigos leitores!

Você que está acostumado a sempre visitar o meu blog,deve estar estranhando o novo design,não se preocupe,pois o blog continua com a mesma qualidade de informação a todos.
Mudamos o design através dos novos recursos do blog,o que facilitou ainda mais a visualização das postagens,melhorando ainda mais a navegação!

Espero que gostem e continuem prestigiando o meu blog!
Obrigada!

Cátia Rodrigues

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Código Florestal: ‘Não dá mais para tratar a natureza como um modelo de negócio’. Entrevista especial com Carlos Alberto Scaramuzza

Por Redação IHU (POSTADO POR ENVOLVERDE EM 08/06/2010)



A bancada ruralista na Câmara dos Deputados aposta que a discussão e votação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que modifica o Código Florestal, deva acontecer ainda este mês. Se for aprovado, o novo código também alterará a lei dos crimes ambientais. Para o superintendente da Ong WWF, Carlos Alberto Scaramuzza, o Código Florestal atual, que foi feito em 1965, suscita complementações e até a plena implementação de alguns pontos, mas não necessita de remodelação.



Em entrevista à IHU On-Line, por telefone, ele afirmou que o que está em jogo com a possível mudança no código é a “grande contribuição que o Brasil pode dar para o combate às mudanças climáticas”. Atualmente, segundo Scaramuzza, o Brasil é o quarto maior emissor de gases de efeito estufa mundial. “Se tirássemos as emissões oriundas da expansão agrícola, nós seriamos o 18º emissor”, destacou.



O biólogo Carlos Alberto Scaramuzza é superintendente de Conservação de Programas Temáticos da WWF Brasil. Ele se doutorou em Ecologia pela Universidade de São Paulo.



Confira a entrevista.



IHU On-Line – O debate sobre mudanças no Código Florestal é hoje um dos temas mais polêmicos no Congresso. Por que a manutenção do atual Código Florestal incomoda tanto os ruralistas?



Carlos Alberto – Penso que temos que diferenciar, para compreender essa questão, o agronegócio: a parte política desse segmento precisa de um palanque político para conseguir apoio para renovação dos seus mandatos. É isso que faz com que eles tenham uma visão extremamente míope do processo, olhando apenas para a próxima eleição, sem ter uma noção sistêmica para resolver o problema. Eles estão interessados apenas em conseguir palanque de uma forma muito estreita.



As lideranças rurais propriamente ditas, não ligadas diretamente à política, estão preocupadas mais com a lei de crimes ambientais. Isso porque eles estão passíveis de serem penalizados de acordo com o Código Florestal. Há lideranças que deixam se envolver por essa ideia de desmantelar o Código Florestal e outras que estão focadas em pontos específicos que precisam ser melhor esclarecidos ou que precisam ser implementados para serem avaliados.



Há também lideranças mais progressistas que veem na implementação do Código Florestal uma vantagem por diferenciar produtos brasileiros de outros, uma vez que os nossos terão informações de origem, certificação, assegurando ao comprador final que o produto foi feito com o menor impacto ambiental, as melhores práticas agrícolas possíveis.



IHU On-Line – Que pontos do Código Florestal precisam ser implementados?



Carlos Alberto – São pontos do Código Florestal que precisam de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) ou de outros setores do Ministério. É preciso fazer ajustes na lei, eventualmente, mas isso não significa que ela necessite de uma mudança do código propriamente dito, e sim de complementos, como, por exemplo, a resolução que limita as Áreas de Preservação Permanente (APPs) de topo de morro. Esse tópico precisa ser melhor esclarecido, porque ele deixa margens para interpretações diferentes. Porém, para fazer isso, não é preciso mudar o código, apenas a resolução.



Para a classe política com visão mais estreita, interessa a mobilização e a reeleição a partir dessa bandeira de luta contra o Código Florestal. Eles deveriam atacar os problemas sistêmicos da agricultura brasileira, como a questão de crédito, do transporte, do armazenamento etc. O que dificulta a agricultura brasileira não é o Código Florestal, não é 20% de APPs ou de reserva legal. Um estudo que fizemos recentemente mostra que as APPs têm pouquíssimo impacto na área de produção dos grandes produtos, como uva, maçã e café.



Os verdadeiros problemas são difíceis de serem resolvidos porque envolvem infraestrutura, estradas, ferrovias, portos. Então, é mais fácil escolher esse tipo de tema para dar ibope junto ao eleitor do que resolver os pontos acerca da modernização agrícola do país. A nossa política agrícola é ainda da década de 1970.



Não temos um financiamento, hoje, orientado para uma propriedade moderna, dividida com diferentes culturas. Não há políticas agrícolas adequadas para a questão da integração. Um estudo lançado recentemente mostra que existe terra para atender essa demanda crescente de agricultura sem a necessidade de desmatar. Para isso, precisamos de uma reforma política que instaure um tipo de representação mais voltado para os interesses da nação como um todo.



IHU On-Line – De quando é este código que ainda vigora? Quais eram os interesses em relação ao meio ambiente na época?



Carlos Alberto – É de 1965. Pouca gente se dá conta de que ele foi criado pelo Ministério da Agricultura que estava preocupado com a agricultura que era desorganizada, com impactos nos principais insumos. Essa política pública foi criada para ordenar o uso do solo, da água e das florestas dentro das propriedades rurais. A visão, quando o código foi criado, era totalmente agronômica.



IHU On-Line – O que está em jogo com essa possível mudança?



Carlos Alberto – Uma das coisas é o grande papel que o Brasil pode ter nas reduções das emissões. Hoje, o Brasil, por conta do desmatamento, é o quarto maior emissor mundial. Se tirássemos as emissões oriundas da expansão agrícola, nós seriamos o 18º emissor mundial. Está em jogo, portanto, a grande contribuição que o Brasil pode dar para o combate às mudanças climáticas. Nosso papel em Copenhague foi claramente de liderança nessa questão. Esse protagonismo também é fundamental quando se fala em Código Florestal.



Também está em jogo o papel que o Brasil pode ter na agricultura moderna, onde o consumidor quer saber de onde o produto vem e como foi produzido. Essa exigência já acontece no Brasil, onde a conscientização não é tão grande. Outra questão importante são as possibilidades de desenvolvimento e de conquista de mercados pela agricultura brasileira.



IHU On-Line – A WWF-Brasil publicou um estudo que analisa quatro municípios de alta produção agrícola: Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul (maior produtor de uva do Brasil), Três Pontas, em Minas Gerais (segundo principal produtor de café do estado), Vila Valério (número um no ranking de plantadores de café do Espírito Santo) e Fraiburgo (líder no cultivo de maçã em Santa Catarina). A que conclusões chegou o estudo tendo como referência o Código Florestal?



Carlos Alberto – O estudo mostrou que, nestes municípios, a produção não é impactada pelo código florestal. As Áreas de Preservação Permanente (APPs) de beira de rio ou são florestas ou são usadas como pastagens. Mostramos o contrário do que falavam, ou seja, os estudo apresenta que a implantação de APPs não inviabiliza a agricultura. Ninguém planta em uma pendente de 45º e nem na beira do rio.



Existem pestes que precisam ser corrigidas, obviamente, mas precisamos abandonar essas ideias de inviabilização da agricultura e tentarmos resolver o problema implementando o código. As APPs devem ser recuperadas, pois são fundamentais para a conservação dos recursos hídricos, tanto para a propriedade como para o abastecimento urbano. Inclusive o que não está no código florestal, mas seria fundamental, é a lei de pagamento por serviços ambientais. Florestas na beira do rio contribuem para geração de água para abastecimento urbano, isso deve ser remunerado.



Devemos encarar o problema de maneira positiva. Parte do recurso de abastecimento de água urbana tem que ir para os agricultores que estão conservando a floresta em torno de nascentes. Esse estudo trabalhou para deixar de lado os mitos e tentou se debruçar sobre os problemas de implementação, a importância de encontrar formas para viabilizar a recuperação das florestas ao longo das APPs, além de trabalhar com formas previstas no código de compensação, que permitem que os requisitos da reserva legal possam ser atendidos fora da propriedade.



IHU On-Line – Quais são as principais forças políticas no Congresso contra a mudança do Código?



Carlos Alberto – Tem a Frente Parlamentar Ambientalista, que congrega uma série de deputados de diferentes partidos e tem uma visão de que o meio ambiente não é um obstáculo, e sim um tremendo recurso e vantagem para o desenvolvimento econômico e para a produção agrícola.



Há alguns deputados que são “vigilantes do futuro” e estão preocupados com o futuro da nação. Eles têm consciência de que produção, antigamente, era uma questão de capital financeiro, humano e material. E hoje, se não tivermos o quarto capital, que é o natural, todos os negócios estão falidos, ou por questões de produtividade ou por deixarem os recursos existentes para a produção. Isso se aplica à agricultura e à qualquer outra questão. Não dá mais para tratar a natureza como um modelo de negócio. Há algumas lideranças que já se deram conta disso e estão preocupadas com que a economia brasileira tenha uma participação efetiva no desenvolvimento da economia verde que está surgindo, e que incorpora o capital natural como uma essência da viabilidade e dos avanços.



IHU On-Line – E a favor?



Carlos Alberto – São esses deputados ruralistas, não diria todos, mas a grande maioria tem uma visão muito primária e míope desse processo. Boa parte está preocupada com a próxima eleição, em chegar a sua base eleitoral mostrando que eles enfrentam os ambientalistas. São políticos que procuram um bode expiatório e uma plataforma eleitoral fácil em vez de realmente enfrentar os obstáculos da agricultura brasileira.



IHU On-Line – E qual sua avaliação da posição do governo em relação a esse debate?



Carlos Alberto – Ao longo do tempo, o governo suspendeu um pouco da heterogeneidade de visões. Dentro da agricultura, isso é bem claro na medida em que o governo tem o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Um ministério para os grandes agricultores e outro para a grande agricultura. Esses dois grupos têm visões bastante pertinentes sobre o novo código e forma de fazê-lo.



Há também uma terceira polaridade que seria o Ministério do Meio Ambiente. Esta heterogeneidade estava presente no próprio ministério. Tardiamente, esses três grupos procuraram desenvolver uma proposta em comum. E tão tardio foi que isso nem acabou vindo a público, parou na Casa Civil, que não está interessada e colocou o assunto na gaveta.



Podemos dizer que é lamentável que tenha se demorado tanto para colocar essas três visões juntas e produzir uma proposta em comum. Porém, devemos valorizar o fato disso acabar acontecendo. Estamos na expectativa de que um dia essa proposta possa vir a público, possa ser analisada e debatida pela sociedade. É importante ouvir outras partes interessadas neste processo para avaliar esse primeiro esforço feito pelo governo. Há um pouco de esquizofrenia do governo brasileiro na área ambiental e agrícola. Cada ministério anda para um lado, falta uma unidade e um planejamento a longo prazo e que coloque essas forças em uma mesma direção.



(Envolverde/IHU-OnLine)


BREVE COMENTÁRIO:

Bom,como podemos observar no final da entrevista,é basicamente aquilo que todo mundo já sabe e a maioria não quer enxergar,como na maior parte de tudo que acontece no nosso país,ou vai parar nas gavetas ou não é passado para a população.
Justamente a população,a mais interessada na discussão e decisão final,pois sem dúvida nenhuma,é a mais atingida pelas consequências de um mal resultado e nem sempre é a mais beneficiada quando se há um ótimo resultado.
Pergunte para a maioria da sociedade o que é Pré-sal,Aquecimento Global,Sequestro de Carbono e outros assuntos afins,e certamente a resposta será alarmante.....eis a consequência de um planejamento desencontrado dos governos!E principalmente da falta de interesse das pessoas,que só demonstram preoucpação quando doe no próprio bolso!

Cátia Rodrigues

terça-feira, 8 de junho de 2010

DIVULGANDO BOAS IDÉIAS!

 Acabo de visitar um site,no qual encontrei uma reportagem do dia 01/06 falando sobre a divulgação do CADERNO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL "BIODIVERSIDADE".
Achei super interessante divulgar aqui no blog,ainda mais por termos a possibilidade de fazer o download do mesmo,no próprio site.E pelo que entedí na reportagem este é apenas mais um dentre diversos outros cadernos já lançados.
Para quem trabalha com Educação Ambiental e/ou é adepto de um constante aprendizado sobre meio ambiente e sobrevivência do nosso planeta,é uma boa oportunidade de obter mais conhecimento e poder divulgar,passando adiante boas inciativas como esta.
Parabéns ao site,parabéns aos desenvolvedores do projeto!

LEIAM A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA:



SMA lança o Caderno de Educação Ambiental “Biodiversidade”




O quarto título da série Cadernos Ambientais teve seu lançamento no Jardim Botânico de São Paulo



No Ano Internacional da Biodiversidade, nada melhor que iniciar as comemorações da Semana do Meio Ambiente, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, com o lançamento do Caderno de Educação Ambiental “Biodiversidade”. A publicação, a quarta de uma série de cadernos de educação ambiental, que já contemplou os temas de “Águas Subterrâneas”, “Ecocidadão” e “Unidades de Conservação”, foi lançada em 01.06, no Jardim Botânico de São Paulo.



O evento de lançamento do livro aconteceu, apropriadamente, junto à natureza, no novo espaço de eventos do Jardim Botânico, antes da abertura oficial de duas exposições de fotografias, retratando a biodiversidade. Uma delas, intitulada “Biodiversidade – olhando a vida com outros olhos”, está montada ao ar livre, em plena alameda Fernando Costa, logo após a entrada principal do Jardim, tendo as águas límpidas do histórico Córrego do Ipiranga correndo ao lado. São 30 banners com grandes fotos, enfocando fungos, líquens, briófitas e plantas aquáticas, entre outras, registradas pelos pesquisadores do Instituto de Botânica durante seus trabalhos relacionados à biodiversidade da Mata Atlântica nas imediações do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga.



A outra mostra, reunindo 16 quadros com fotos tiradas por integrantes da Família Zuppani, de Taquaritinga, interior de São Paulo, se chama “Natureza brasileira – olhando a biodiversidade pelos olhos da arte” e está instalada no Museu Botânico, exibindo, com rara beleza e apurada técnica, detalhes, formas e cores de paisagens naturais, como a Mata Atlântica em São Paulo e no Espírito Santo, o Cerrado Mineiro, os Pequenos Lençóis Maranhenses e a Bacia do Rio Araguaia.



Educação ambiental



Mas, afinal, o que é biodiversidade, que “muitos defendem e poucos a conhecem de fato”, como menciona o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, na introdução da publicação lançada hoje. O livro, redigido de maneira clara e didática, objetiva justamente se tornar referência de informações básicas sobre o tema, visando atingir um público formado, principalmente, por professores de ensino fundamental e médio, “educadores de crianças e jovens”.



Para isso, a publicação se divide basicamente nos tópicos “O que é biodiversidade”, “Biomas do Estado de São Paulo”, “Como conhecer a biodiversidade”, “Efeitos de impactos ambientais na biodiversidade” e “Gestão da biodiversidade”, com textos produzidos por Vera Maria Valle Vitali, Marie Sugiyama, Maria Tereza Grombone Guaratini, Marilia Gaspar e Tania Maria Cerati, pesquisadoras do Instituto de Botânica.



Ao final, depois de ter conhecimento, entre outros, de que o termo biodiversidade foi criado na década de 1980 para se referir ao número de espécies de seres vivos existentes no planeta, incluindo todos os vegetais, animais e microrganismos, o leitor vai poder compreender melhor por que o Brasil é o guardião da maior biodiversidade terrestre e pluvial, ou seja, abriga um dos maiores patrimônios do mundo.



Segundo ressaltou a diretora do Instituto de Botânica, Vera Lucia Ramos Bononi, o livro traz o conhecimento das cientistas, mas em linguagem acessível, abordando o tema sob diferentes aspectos e “procurando aliados na difícil tarefa de proteção e conservação de todos os seres vivos”.



O Caderno de Educação Ambiental Biodiversidade, bem como os três primeiros volumes, está disponível para download no site da SMA. As exposições fotográficas no Jardim Botânico estarão abertas ao público de terça a domingo, das 9h às 17h, até o dia 29 de agosto.

FONTE: http://www.ambiente.sp.gov.br/


DÚVIDAS E CONFLITOS DE UM(A) RECÉM-FORMADO(A):

Bom dia amigos leitores!

Bem,pelo que vocês podem perceber caí da cama hoje e vim correndo para blogar,afinal,é para isso que serve um blog,para dividirmos com o mundo nossos sonhos,dúvidas e conflitos...

Essa noite praticamente não consegui pregar os olhos,definitivamente percebí que não é fácil para uma mulher de 30 anos de idade,casada,mãe,recém-formada e desempregada conseguir colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente,como nos tempos de criança ou adolescente(tempos bons aqueles,rsrsr)!

Passei a noite revirando meus pensamentos,minhas dúvidas e anseios sobre o presente e o futuro,e percebí que na maioria das vezes,os nossos deslizes do passado são os maiores culpados da nossa neura do presente.Mas que também,existem muitos outros fatores que contribuem para um futuro incerto!

Fiquei me perguntando,e sinceramente não conseguí chegar a nehuma conclusão no momento e acho que esta costuma ser a maior vilã da maioria que assim como eu,sai de uma faculdade repleto de sonhos,vontades e objetivos e simplesmente pára no meio do caminho...mas e agora?Voltar pelo caminho percorrido?Não,porque seria impossível,o jeito é encarar os desafios e tentar vencer os obstáculos!Mas as dúvidas não deixam de rondar nossos pensamentos,os medos são muitos,as incertezas,....e os sonhos!

Muitos devem achar,nossa,essa mulher além de louca em falar tudo que dá na telha,só deve ser uma desocupada mesmo,afinal,vive na internet...puxa,eu bem que gostaria de ser uma desocupada sim,de preferência com alguns reais rendendo no banco,rsrsr...mas não sou.

Sou na verdade,um exemplo real e típico de um cidadão brasileiro recém-formado,buscando um caminho sólido e gratificante!Para que possa chegar lá na frente e dizer: -VALEU A PENA!

Imagine,uma pessoa recém-formada,desempregada,mas que tem sede de aprendizado,vontade de crescer na profissão escolhida,que já bateu em várias portas e infelizmente ainda não alcançou seu objetivo,o que essa pessoa espera de um futuro?

É até bonito,dizer que a esperança é a última que morre,que essa pessoa é determinada e vai chegar lá.Mas a realidade é outra,afinal,não há esperança quando não há oportunidade e muito menos quando as contas no final do mês começam a bater na porta.

Mas,por quê não viver sendo sustentada pelo marido,seria mais que justo,afinal,essa pessoa abriu mão de seu futuro profissional para cuidar da família!?

Porém,essa pessoa abriu mão de seu futuro profissional,por falta de oportunidades,escolhas não podem ser feitas se não há oportunidades.E muitos vivem assim hoje,não podem se dar ao luxo de escolhas!

Existem aqueles que na verdade,tem apoio de familiares,de terceiros,...e taí uma coisa que eu aprendí neste meio tempo como recém-formada,não há currículo que sobreviva,se não existir um QI (QUEM INDICA) isso é fato!

Muitos se formam,se frustam com a dura realidade pós-formatura,e acabam mudando seu rumo para algo totalmente diferente daquilo que sonhou para sua vida profissional.

Sem contar,o peso que ainda tem que carregar nas costas por muito tempo,de ter se sacrificado,abrindo mão de um passeio de final de semana com a família,de uma peça de roupa nova para ir a uma festa,de um sanduíche na hora do intervalo,para conseguir sobreviver ao chamado MENSALIDADE,e como é pesada essa tal mensalidade,ainda mais quando se estuda em uma cidade vizinha e tem que depender de transporte,fora xerox,viagem de campo,blá..blá..blá....

E a INSTITUIÇÃO?Essa se preocupa com quantos ex-alunos estão atuando na área para qual se formou?Ela se sente na obrigação de ao menos auxiliar,encaminhar estes mesmos alunos ao mercado de trabalho?Não,claro que não!

A instiuição só se preocupa com você,quando você ainda é aluno e está com sua mensalidade em dia!
É por isso que acho que a nossa educação é muito pobre!Não só em escolas públicas,mas no geral.

Porque enquanto você é aluno,você tem algum valor para as instituições,mas depois não estão nem aí se você precisou ralar pra caramba pra chegar até a tão sonhada formatura!

Deveria ser diferente,afinal,carregamos em nossa bagagem a experiência de termos formado em tal instituição,somos a instituição,pois atuando ou não,foi lá que aprendemos,foi lá que distinguimos o certo do errado,profissionalmente falando.

Sem contar as corrupções que vemos estampadas,sendo anunciadas em jornais,tv,rádio e internet,de alunos que moram em mansões e tem o que querem na vida,sendo prestigiados com bolsas do governo,é lamentável!

Claro que não podemos generalizar,mas infelizmente é a realidade do nosso país,tiram de quem realmente precisa para dar para quem tem a oportunidade e a sorte de ter condições de pagar uma faculdade.

Existem boas idéias,como essa do governo de bolsa de estudo,FIES,....mas o sistema em sí é carente de planejamento,e de pessoas realmente dispostas a trabalharem neste sistema,sem pensar única e exclusivamente no próprio umbigo.


Bem,resolví mudar um pouco a minha maneira de blogar,abrindo mão do tema central deste blog,MEIO AMBIENTE,para alertar as INSTITUIÇÕES E EMPREGADORES,sobre o grande problema enfrentado por ambos os lados,o DESEMPREGO.

 Sabemos que para uma empresa não é viável economicamente contratar uma pessoa sem capacitação para um determinado cargo,óbvio,...mas também não é viável economicamente para um desempregado tentar se capacitar,se não tem sequer dinheiro para se manter até o final do mês!

Assim,como também não é viável para uma empresa contratar alguém  formado,mas sem experiência...também não é viável para essa pessoa sem experiência ser obrigada a conviver com o desemprego,tendo a certeza de que lhe falta apenas,oportunidade!

Como querem um profissional sem experiência sem sequer darem oportunidade?Assim,fica difícil não é mesmo?

Tá havendo um desencontro entre empregadores e desempregados.Tem gente boa no mercado,gente com vontade realmente de trabalhar,de vestir a camisa,esperando apenas uma oportunidade.
Então,porque não acabar com este contraste de mercado e tentar sanar essas dificuldades? 

É muito intrigante,ver anúncios de emprego e vagas sobrando com tanta gente desempregada,chega a ser cômico se não fosse trágico!

Eu acredito,que para uma empresa,acaba lhe saindo muito mais barato ela empregando alguém sem experiência,lhe dando os devidos treinamentos e capacitação de forma que e a pessoa já aprenda a exercer sua função da maneira considerada correta para empresa,do que deixar muitos profissionais formados e desempregados,com vagas sobrando,serviço parado e perdendo dinheiro.

Claro que não devemos abrir mão da experiência,não totalmente,mas seria mais que justo,dar um pouco mais de oportunidade,para aqueles que tem sim,vontade de um dia dizer,com convicção,eu tenho experiência!E poder dizer com orgulho,...e foi graças a tal empresa que adquiri a experiência tão desejada!

Bem,acho que por enquanto chega né,sei que muitos dirão que tudo escrito aqui é pura demagogia,pode até ser para aqueles que já estão empregados e com o salário garantido no final do mês,mas para a maioria,as palavras escritas aqui são simplesmente a dura realidade!

Volto em breve!

Ah,e mais uma vez obrigada a todos por acessarem meu blog,fico muito feliz em poder abrir minha página e perceber que os acessos não páram,é gratificante para mim,amo o que faço e isso torna cada vez mais o reconhecimento de vocês leitores,imprescindível....seja em forma de elogios,críticas ou sugestões.

Abraços,

Cátia Rodrigues



domingo, 6 de junho de 2010

PF indicia 93 por suposta fraude ambiental em Mato Grosso

06/06/2010-09h04 (DE CUIABÁ)



A Polícia Federal concluiu e encaminhou à Justiça o inquérito sobre o suposto esquema de fraudes envolvendo licenciamentos ambientais para exploração de madeira em Mato Grosso --alvo da Operação Jurupari, deflagrada há duas semanas.




O relatório implica 93 pessoas em formação de quadrilha, desmatamento ilegal, falsidade ideológica e furto de madeiras de áreas protegidas, entre outros crimes.



Entre os indiciados estão Silvio Corrêa, ex-chefe de gabinete do governador Silval Barbosa (PMDB), Janete Riva, mulher do deputado José Riva (PP), presidente da Assembleia, e Luiz Henrique Daldegan, ex-secretário do Meio Ambiente no governo de Blairo Maggi (PR).



Segundo a PF, Daldegan teria alterado o zoneamento ambiental da APA (Área de Preservação Ambiental) da Chapada dos Guimarães.



Janete Riva é dona de uma fazenda onde a PF identificou prejuízos ambientais de pelo menos R$ 38 milhões.



Corrêa surge em diálogos que, segundo a PF, sugerem que ele usava o cargo para exercer pressão sobre processos de licenciamento.



A defesa de Janete diz haver irregularidade na distribuição do caso. Paulo Taques, advogado de Daldegan, disse que a acusação é "muito frágil". A defesa de Corrêa não foi localizada.

FONTE: http://www1.folha.uol.com/
 
 
 
COMENTÁRIO:
 
Quando eu blogo aqui dizendo que muitos profissionais que estão atuando na área de meio ambiente,estão simplesmente tomando lugar daqueles que realmente honram o diploma que tem,dizem que sou ambientalista demais,posso até ser ambientalista demais,mas acima de tudo sou realista!
 
Se não houvesse tanta corrupção,não presenciaríamos reportagens como essas!
 
O dia que contratarem realmente profissionais formados na área de meio ambiente,e que valorizam o esforço para se entrar numa faculdade,conseguir um diploma superior e poder atuar de verdade,certamente veremos mais resultados positivos em se tratando de licenciamento ambiental!
 
Por : Cátia Rodrigues